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quarta-feira, 8 de junho de 2016

E COMO FICA O ATLÉTICO?

Significado de boicotar: Punir alguém ou alguma coisa simplesmente repudiando o mesmo.

Partindo da definição mencionada, auto boicotar seria punir a si mesmo com o absurdo ato de auto repúdio. Popularmente podemos falar que significa “dar um tiro no próprio pé”.

Alguém consegue dar outra definição para o confronto entre a diretoria do Atlético e a torcida organizada? Não consigo pensar em outra definição senão AUTO BOICOTE.

Todos nós atleticanos sabemos que durante 90% da existência do clube tivemos times fracos ou medianos e que a força do Atlético sempre veio da arquibancada com uma torcida vibrante e inflamada. Quem vem frequentando a Baixada pós Copa sabe muito bem que ela não é mais Baixada e sim estádio Atlético Paranaense. Há várias e várias justificativas para a mudança do nome oficial que não vem ao caso, mas é evidente que a associação do “novo nome” com o fato de o estádio estar sempre, em média, com apenas 35% de sua capacidade preenchida, vem a cabeça dos frequentadores do melhor estádio do Brasil. Mas a estagnação de associações e o estádio parcialmente vazio são assuntos para outro texto. Voltemos ao auto boicote...

segunda-feira, 30 de março de 2015

CAP, O MEU ATLÉTICO INTERINO

   Você conhece alguém que chame um afeto por siglas? Eu não consigo lembrar de ninguém que chame o amor da sua vida por uma sigla insossa, sem alma, sem paixão.

   O Atlético que aprendi a amar é e sempre será Atlético. O Atlético que amo nunca teve craques badalados, nem contratações de peso nem essas firulagens, no entanto sempre teve aquele tempero a mais, aquela garra, aquela vontade de atacar e vencer até jogo de botão. A torcida do meu Atlético é vibrante, canta alto, empurra os jogadores e vira comentário recorrente na boca dos adversários, "é, lá dentro é sempre muito complicado...". O meu Atlético sempre teve jogadores que batiam no escudo e se impunham dentro de campo, sempre teve aquele jogador que dava aquele pouquinho a mais numa dividida, num carrinho ou na cobertura de um companheiro. O Atlético que eu aprendi a amar tem cara de Libertadores, ganha com elencos mais fracos, porém fechados, perde, mas perde de cabeça erguida. O meu Atlético tem uma alma, é um estado de espírito, é uma outra dimensão. O meu Atlético nunca precisou de muito para me manter apaixonado, apenas a vontade e o interesse de querer sempre passar em cima, não importando se tratava-se do ridículo rival local, ou se de Santos, São Paulo ou River Plate.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

E SE A COISA FOSSE SÉRIA?



 Amigos, se a coisa fosse séria no Atlético, teríamos um baita de um futuro, e mais do que isso, já teríamos um ótimo presente sem fazer grandes loucuras. Mas o Atlético é o clube de futebol que demite técnico que fez um dos melhores anos da história da quase centenária instituição. O Atlético é um clube que "não dá muita bola" se jogadores destaques de um ano excelente, saem um após o outro. Melhor, o Atlético é um clube que afasta os melhores jogadores do elenco. O Atlético também é um clube que parece não gostar muito de sua torcida. A trata como inimiga e acha que tudo que é falado e sugerido é coisa de "gente da oposição". O Atlético é um clube de FUTEBOL, que se orgulha mais de seus feitos na construção civil do que dentro dos gramados. O Atlético é um clube que contrata jogadores a partir da inteligência de um sistema que só acertou uma vez em 3 anos, com Natanael. O Atlético é um clube que podia SER, mas prefere ÇER.

   E se a coisa fosse séria? Bom, se fosse séria, não teríamos virado o ano chutando a bunda de um treinador que cometeu o crime de defender seus atletas. Não teríamos desmanchado o time que só precisava de alguns reforços. Falando em reforços, não falo de loucuras não. Falo dessa piazada que está jogando de titular, com TODA a responsa nas costas. Se a coisa fosse séria, não entraríamos em campo com um time de juvenis perdidos e amedrontados. Se fosse séria essa zaga asquerosa não estaria na 18° rodada ainda tendo chances e mais chances.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

DUAS REALIDADES DISTANTES

   Uma noite com 2 prismas diferentes. Duas realidades ali, convivendo tão perto uma da outra. A sensação de estar sentado em uma cadeira confortável, com ampla visão do gramado remete àquela busca na memória dos jogos que vemos semanalmente dos grandes clubes da Europa. Uma iluminação que faz noite virar dia. Chuva e frio lá fora e o torcedor deixando casacos e blusas descansando nas cadeiras porque o caldeirão voltou a ferver e a temperatura lá dentro é agradabilíssima. Catracas que mais parecem vindas do futuro e um número de banheiros maior que o número de torcedores do Paraná Clube. Gramado que mais parece um tapete, impossibilitando qualquer tipo de desculpa esfarrapada. É a 4° geração da Baixada, o estádio que quanto mais velho, mais novo fica.

   Dentro de campo, a iluminação que mais parece um sol artificial, foi obrigada a iluminar a preguiça irritante de Felipe. Os banheiros foram atrativos bem mais interessantes do que ver mais uma atuação bizarra de Bruno Mendes. As catracas vindas do futuro validaram o acesso ao estádio mais moderno do país, mas para assistir um time que mais parece um catadão de final de semana. A temperatura ambiente de dentro do caldeirão não parece dar calor suficiente para assar o técnico que é o símbolo maior do nosso ano de 2014. Sentados em confortáveis cadeiras vimos a dobradinha de laterais esquerdos, um marcando o outro. Na frente, nosso oásis de lucidez e talento, Marcelo Cirino tendo seu talento podado ao ser escalado como “camisa 9”. Um time tão frágil quanto os ossos de um idoso de 100 anos. Como é fácil virar jogo em cima do Atlético de 2014. É só apertar um pouquinho e olhar com cara de mal.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

A MANUTENÇÃO DO EQUILIBRIO MEIA BOCA


   Já são 11 jogos do Atlético no comando de Miguel A. Portugal e agora, depois quase 4 meses o time começa a ter uma cara de time de futebol. Mesmo assim, as coisas ainda não acontecem a contento. No ultimo domingo o cartão vermelho para Drausio com apoio total da torcida adversária, "em nosso mando", abriu as portas da virada em um jogo onde dificilmente ela aconteceria. Chance ímpar de vencer um dos poderosos do campeonato.

   Acontece que o Atlético tem um elenco bastante jovem. Chama-se esses que aí estão de EQUIPE PRINCIPAL, mas também poderiam continuar chamando de sub 23, já que a média continua abaixo. A dispensa de alguns jogadores mais velhos com base nos dados da DIF, decisões essas extremamente assertivas, escancaram um grande problema do Atlético: A IMATURIDADE.

terça-feira, 15 de abril de 2014

A OBRIGAÇÃO DE SER CEGO OU CHATO

   Há uma máxima burra nas entranhas do Atlético que te obriga a amar cegamente ou odiar o presidente Petraglia. Eu particularmente, luto muito contra isso. Não me sinto obrigado a dizer amém ou criticar absolutamente tudo que é decidido pela diretoria do Atlético. Eu tenho um cérebro. 

  Não ouso discutir vanguarda e a visão de negócios de Mario Celso Petraglia. Nesse quesito não resta duvidas de que ele é o mais forte dirigente do futebol Brasileiro. Construiu um patrimônio do zero e SÓ nos colocou em uma Copa do Mundo a preço de custo. São fatos que não podem ser de maneira nenhuma discutidos ou esquecidos. Acontece que essa admiração gerencial que tenho pelo presidente não me priva de critica-lo quando acho que ele cometa erros. E é aí que se inicia a obrigação burra de AMAR ou ODIAR. 

quarta-feira, 9 de abril de 2014

QUANDO A MORTE MANDA MEIA DUZIA DE RECADOS!

   O sujeito leva uma vida corrida cheia de stress, compromissos e reuniões. Quase nunca "tem tempo" de prestar a atenção na própria saúde. Aí de uma hora pra outra começa a sentir cansaço excessivo, tem dificuldades pra vencer uma escadaria, sente tonturas, o braço
formiga de vez em quando... se o sujeito não estiver atento os problemas serão fatais. O caminho óbvio é procurar um cardiologista pra tentar resolver a questão antes que seja tarde demais, mas sempre há o teimoso que ignora os recados da morte e segue a vida como se nada estivesse acontecendo.

    Sou um torcedor comum e como tal, tenho muitas dificuldades de conseguir separar emoção e razão quando o assunto é o Atlético. Depois de um 2013 sensacional, foi mais do que natural imaginar o que os comandados de Mancini poderiam fazer na Libertadores com toda aquela velocidade e entrosamento, porém, surpreendentemente, o ano já virou sem Mancini no comando técnico do Trétis. A partir daí a morte começou a enviar recados ao Atlético: 

quarta-feira, 2 de abril de 2014

UM GOL CAPRICHOSAMENTE REAGENDADO!

   Todos os Atleticanos que tiveram a oportunidade de estar na Baixada no ultimo sábado ficaram maravilhados com o que viram. O estádio ainda não está 100% pronto, mas se fosse entregue hoje do jeito que está, já seria sensacional. Tudo foi novidade, desde a entrada, até a nova circulação nos corredores internos e claro, a proximidade espantosa com o campo de jogo.


   Quando entrei no estádio e passei pelo entrada de acesso às arquibancadas da Buenos Aires fiquei emocionado. A tarde estava linda e os torcedores irradiavam alegria olhando atônitos o que fora construído a sua volta. Era o tão aguardado retorno pra casa após mais de 2 anos.

   Mas calma lá. Nesses meus anos de vida tive o prazer de conhecer muitos Atleticanos que passei a admirar pelo fanatismo, doação ao clube, otimismo e que infelizmente por ter se tratado de um jogo teste com carga reduzida de ingressos, não puderam estar na nossa querida Arena. Diante de tal fato os Deuses do Futebol, com certeza com intervenção de São Nowak, fizeram com que a bola caprichosamente não entrasse no gol em pelo menos 4 oportunidades onde a torcida já comemorava. (veja o registro de emoção de um torcedor no vídeo abaixo)

quarta-feira, 26 de março de 2014

90 ANOS EM 26!

   Tenho certeza que você já falou a seguinte frase: Não posso, tem jogo do Furacão! Eu falo praticamente duas vezes por semana. Aprendi observando meu pai, sempre pensando e marcando compromissos de acordo com as tabelas de jogos do Atlético. E tenho certeza que ele aprendeu com meu saudoso vô, atleticano nascido também em 1924, e que fora um atleticano otimista até seus ultimos dias. Quis o destino que ele se fosse em meados de 2001 sem ver o Trétis campeão nacional, mas jamais me esquecerei do dia que, já na UTI, meu velho avô abriu os olhos, olhou para meu pai e perguntou: "Como foi? Ganhamos
hoje?" 

   Meu avô paterno que se casou com uma atleticana fanática, dos tempos em que senhoras ainda eram mal vistas quando frequentavam estádios, ainda mais quando arremessavam sombrinhas no campo de jogo em momentos de revolta. Essa história do arremesso de sombrinhas que inclusive escutei diretamente da boca da minha saudosa vó mais de uma dezena de vezes. 

   Só isso? Não. Por parte de mãe, meu vô Norival, carinhosamente apelidado de vô "Tijolo em função da força do seu chute quando jovem. E ele disparava seus chutes no time infantil/junior do Furacão de 49. Não chegou a atuar profissionalmente, mas contaminou minha vó com a paixão que tinha por acompanhar o Atlético no seu radinho de pilha. E de tanta paixão, minha vó continua contaminada até hoje. Mesmo sem entender muito de futebol, a octogenária senhorinha não tem duvidas em me perguntar toda vez que me vê: "Será que ganhamos amanhã?"

sexta-feira, 21 de março de 2014

BOBO OU MAL INTENCIONADO?

   Todas as vezes que acompanho o time sub23 no Janguito Malucelli volto pra casa espantado com a limitação do ser humano. Presencio centenas de barbaridades nas sustentáveis arquibancadas do simpático estádio, que me deixam desanimado com os rumos da torcida do Atlético.

   Já estamos no 2° ano de SUB23 e ainda tem gente que se coloca contra, que sofre, que esperneia. Eu afirmo categoricamente que sou 150% a favor da piazada no ruralzão. Claro que gostaria de ver um técnico de verdade no comando da piazada (bom e barato) e
também gostaria de ver 2 ou 3 vezes o time profissional em campo para pegar ritmo, mas a ideia que surgiu a partir de uma birra contra FPF e televisão, agora começa a dar frutos. 

   Olhei para o campo de jogo contra o Universitário e vi Crislan e Douglas Coutinho atuando lado a lado com o artilheiro do Brasileirão 2013. Dois piás que fizeram chover no ano passado no campeonato paranaense e que esse ano estão tendo ótimas oportunidades no maior campeonato das Américas. Alguém aí acha que Crislan e Coutinho jogando Libertadores não mexe com a piazada que está no sub23? Alguém tem duvida de que vários querem ter as mesmas oportunidades que a dupla? E terão. Sidcley, Otavio, Hernani, Marcos Guilherme e Nathan (babaquice a parte) sem duvidas tem um futuro promissor no Atlético. 

sexta-feira, 14 de março de 2014

CINCÃO NA MEIA, CRISLAN!

   Passada a boa vitória fora de casa pela Libertadores é hora de olhar pro quintal novamente. Não se
Imagem: André Grocheveski
assuste, há um mendigo orgulhoso no nosso quintal. Não entranhe, o mendigo ri, dança e comemora sem parar porque conseguiu 5 minutos de atenção ao entrar no quintal do Atlético. É comovente.

   Giancarlo fez a parte dele. Como homem gol do Paraná Clube, aproveitou todas as chances que zaga mãe do time D do Atlético lhe proporcionou. Fez gol, tirou onda, pediu musica e botou pimenta no clássico. Maravilha, o futebol do modorrento do ruralzão agoniza e precisava disso, de um fôlego, de um motivo pra assistir ao jogo. 

   Diante da alegria do mendigo sem teto (e também sem marmitex), propago a ideia do @furacaoeeooo que sugeriu que caso o Crislan marque um gol no clássico, saque uma nota de R$ 5,00 da meia e comemore com a galera. A ideia me parece genial. Porque o Crislan? Porque é o jogador que mais briga e mostra personalidade no sub23. Foi o cara que tirou do sério o acéfalo Escudero nos Atletibas do ano passado. Tudo na catimba, sem ser juvenil.

segunda-feira, 10 de março de 2014

TARDE FEMINISTA

   A tentativa de enfraquecer o campeonato Paranaense já completa quase 2 anos e tem o meu apoio. Poderíamos ter alguns ajustes que transformariam o ruralzão num grande treinamento de luxo, mas a diretoria não vê dessa maneira. OK. Acontece que no ano passado, jogando pela 1° vez com o time sub23, chegamos a final do campeonato e fizemos ótimos jogos contra o único time do campeonato com elenco disputante da série A. Nesse ano o campeonato é mais curto e não começamos bem. Mesmo assim, com algumas vitórias e UM POUCO de entrosamento, chegamos na ultima rodada com chances de ficarmos na primeira colocação da tabela. Quer desmoralização maior pro campeonato do que isso?

   E assim começou a tarde feminista do Atlético. Explico. Sempre achei um absurdo quando feministas pelo mundo protestam com os seios de fora. Muitas vezes, os seios vão a mostra e nas mãos as protestantes levam cartazes contra a exposição das mulheres que as tornam objetos. Não faz o menor sentido lutar contra a exposição, COM OS SEIOS DE FORA.

   O Atlético teve sua tarde de incongruência. Com a faca e o queijo na mão para acabar o 1° turno deste péssimo campeonato na primeira colocação, optou por POUPAR JOGADORES. É algo como, "esse campeonato é uma porcaria e pra provar isso tomarei goleada de um time fraquíssimo tecnicamente".

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

O INVENTOR QUE NÃO INVENTA MAIS!

Esse é mais um daqueles assuntos que se tornam repetitivos no Atlético. Estamos novamente falando de um técnico inventor. Opa, mas pera lá, você não disse que ele não inventa mais? Pois é e é o que torna nossa situação ainda mais bizarra.

Não entrarei novamente no mérito da questão da não renovação, ao meu ver, infundada do Mancini porque isso já é passado e não tem como voltar atrás, mas custo aceitar que um técnico que fez o time render como ele fez, tenha recebido um chute na bunda e por nada. Responder o presidente do Clube nos vestiários do Maracanã após aquela final bizonha não pode apagar nosso ano sensacional de 2013.

É aí então que chegamos no Espanhol que tem Portugal no nome. Após seu anuncio em Janeiro, com uma simples pesquisa de internet, pude descobrir a fama de inventor. Até o dia da estreia, já havia esquecido da pesquisa de 20 dias atrás, provavelmente pela adrenalina da pré Libertadores. Aquele time que jogou em Lima com a zaga em cima da linha do meio campo fazendo "linha burra", Sueliton na armação e Paulinho Dias quebrando galho de lateral direito é o time convicção de Miguel A. Portugal. Aquele time frágil, assustado e improvisado era a convicção do nosso treinador. Mas a coisa foi tão feia e só ter tomado 2 gols ficou tão barato que a orelha do Espanhol fui puxada e ele... fugiu de suas "convicções". Agora é um inventor que não inventa mais. Tem tentado fazer o simples, mas nem ele acredita no que está fazendo. A prova disso foi o sufoco contra o Sporting em Curitiba, o jogo meia boca contra o The Strongest e o "apanhadão" de vermelho e preto que jogou em Buenos Aires.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

NÃO RESETA, PORTUGAL!

   O cidadão é gerente de uma determinada área administrativa e possui vasta experiência em coordenação de atividades e subordinados. Recebe o convite/oportunidade de emprego. Ao chegar na empresa seu chefe lhe chama e conta que ele, apesar de recém contratado, tem a missão de liderar a equipe do seu setor na elaboração de um trabalho que deve ser entregue em 20 dias e que deste dependerá TODO o ano da empresa, inclusive na comparação com o ano anterior que foi um dos melhores dos quase 90 anos da história. O cidadão em questão não pensa duas vezes: chega na sala, reúne sua equipe e sai dando ordens. A tia do cafezinho agora não fará mais café 2 vezes por dia. Será uma vez só. O motorista vai ficar na portaria e o porteiro fará as entregas com o carro. Aquele baita vendedor que vendeu até areia no deserto em 2013, agora ficará sentado fazendo planilhas e aquele jovem tímido, íntimo de computadores, sairá a campo pra vender. Se vai dar certo? Pode até dar, mas "resetando" tudo, nosso amigo terá que contar com muita sorte.

   Aí você me pergunta: "Mas Henrique, porque ele mudou tudo se tem que entregar um trabalho tão importante em 20 dias?" Eu te respondo: NÃO SEI!

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

VAMOS SALVAR O FUTEBOL?

   Comemorei feito criança o gol da virada sobre a Portuguesa no Canindé e a virada épica sobre o Galo em pleno Horto. Era o início da pavimentação de um caminho inesperado para uma Libertadores. Quando me dei conta, tínhamos sim chances reais de classificação e podíamos sim sonhar com a vaga. Daí por diante cada jogo fazia o coração explodir de emoção e a cada gol uma mistura de felicidade e alívio. Como comemorei as vitórias épicas fora de casa, a virada sobre o Flamengo, a aula de bola sobre o Botafogo na Vila, os jogos difíceis com gols no finalzinho, a vitória no Atletiba, a sapecada no São Paulo... e hoje?

   Hoje me desloquei com 3 amigos até Joinville. Ultimo jogo do ano e a coroação da vaga que tanto ansiamos no decorrer de todos esses jogos. Jogamos longe de Curitiba cumprindo punição protagonizada pela torcida organizada do clube. Mas ok, fui mesmo assim. Eu não podia deixar de sentir aquele tesão de comemorar um gol do Atlético, ainda mais hoje selando a classificação ao torneio mais importante do continente.

   O jogo começou e o 1° gol foi comemorado com a alegria de sempre. Tarde bonita, Atlético bem, estádio meio cheio apesar da distância. Receita perfeita pra minha realização e de outros milhares de Atleticanos de bem que ali estavam. De repente tudo mudou... A tarde foi ficando cinza e sem graça, os protagonistas da festa haviam virado coadjuvantes de bestas humanas que agora protagonizavam cenas enojantes, amontoando-se umas sobre as outras nas arquibancadas como animais irracionais. De longe percebia-se o desespero dos atletas ao tentar fazer com que os selvagens cessassem o ataque abominável. Me lembrou muito aquelas cenas em que leões atacam filhotes indefesos de zebras sem que estes tenham chance de sobreviver. Eram 7 ou 8 atacando covardemente outro demente, que se tivesse oportunidade faria o mesmo com seus algozes.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

E COMO NÃO ACREDITAR?


   A torcida atleticana sempre brinca que as coisas para o Atlético são sempre mais difíceis. E são mesmo. Em 2011, cada vez que vencíamos durante a luta desesperada para não cair, os adversários parece que venciam duas partidas seguidas. A gente dava um passo eles davam cinco. Na disputa para volta a série A, no ano passado, SÓ disputamos a maior série B da história dos pontos corridos. Enquanto subimos em 3° lugar com os mesmos 71 pontos do 4° e 5° colocados, esse ano a conta não passará de 62 pontos para o 4°, com o 3° sobrando na classificação. Mas se fosse fácil seria tão gostoso? 

   O Atlético esse ano surpreendeu 99% da torcida com o futebol, a entrega e o tesão da boleirada com a nossa camisa. Se alguém chegasse pra você naquela tarde em que subimos contra a ONG Paraná Clube e te falasse que em Novembro do ano seguinte estaríamos na vice liderança do Brasileiro e disputando a final da Copa do Brasil que contaria com os times da Libertadores, o que você diria?

   É daí que vem a pergunta: e como não acreditar nesses caras? Como não acreditar que Weverton vai fechar o gol e crescer do tamanho de um gigante na frente dos atacantes mulambos? Como não acreditar que Manoel ganhará TODAS as bolas no corpo e na velocidade e que Luis Alberto conduzirá a cozinha atleticana pelos atalhos do Maraca? Como não acreditar que nossa dupla de volantes, seja quem for dos 3 guerreiros que sejam escalados, não chaveará a porta da retaguarda e cuidará da intermediária como se valesse suas vidas? Como não acreditar que em um passe ou em uma falta, Paulo Baier não possa fazer a rede balançar e o coração Atleticano explodir em êxtase e loucura? Como não acreditar em um arrancada do impressionante Marcelo, seguido de uma suingada na frente do marcador antes de soltar uma patada no ângulo? Como duvidar do poder de conclusão do artilheiro do campeonato mais difícil do mundo?

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

A SOLUÇÃO DA VIOLÊNCIA NA PONTA DOS DEDOS!

   Vamos nos aproximando do final do campeonato e temos reais chances de irmos a Libertadores da América em 2014. Vamos trilhando o caminho dentro do G4 com uma campanha surpreendente e que ironicamente não apresenta disputa com times do eixo, a exceção do Botafogo. Consequentemente, tirando um ou outro erro pontual e normal, não temos enfrentado problemas com arbitragens tendenciosas. Maravilha. E o que pode nos atrapalhar então, já que temos um bom time de futebol, uma boa campanha e não vamos enfrentando o "apito amigo"? Nossa torcida!

   Falar em "torcida" neste caso é bastante imprudente e descabido. Torcida somos eu e você que vamos ao estádio para TORCER. O nosso limitador deste ano pode-se chamar seguramente de BANDIDOS.

   Sem precisar descrever os fatos passados vou ao ponto principal da discussão onde o Atlético JÁ perdeu 3 mandos de campo e ainda pode ter essa conta aumentada. Mas porque o clube não toma providência nenhuma?

"... mas o clube já suspendeu estes sócios...". Pare! Não resolve. Empresta o smart card de um amigo e vai ao jogo brigar de novo.

"...Mas eles estavam defendendo A, ou B..." ou "...Não sei quem havia roubado materiais da torcida A ou B..." ou ainda "...são dissidentes de A que estão agora em B...". Sinceramente, absolutamente nada disso me importa. Resolvam-se como quiserem, mas jamais dentro do estádio.

"...Deveriam proibir o empréstimo de smart card..." Balela. Privar 20 mil e a possibilidade de bons públicos por culpa de 50?

"...Deveriam proibir as organizadas..." Não é a solução. Tudo que é proibido se organiza e se torna pior. Proibir organizada não resolve os problemas. Serão as mesmas pessoas, mas sem os materiais que os identifica.

Todas as soluções radicais apresentadas não funcionam. Proibições de organizadas, cerveja, empréstimos de smarts, tudo isso é o mesmo que sacrificar o cachorro que tem pulgas em vez de comprar um shampoo que livre o animal dos parasitas. Alguém faria isso? Então porque ser radicalmente burro quando o assunto é futebol?

A solução é mais simples do que se pensa. São 4 os passos que tornariam o estádio mais seguro, afastaria bandidos, traria mais famílias para os jogos, serviria de exemplo para o país, nos livraria da perda de mandos de jogo e aos poucos solucionaria o problema da violência:

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

EM FRENTE E DE CABEÇA ERGUIDA!

   Passaram-se 13 rodadas até que o Atlético finalmente perdeu. Mas perdeu pra quem? Nada mais nada menos do que para o líder do campeonato, inclusive sendo a 7° vítima seguida do Cruzeiro. Foi goleado? Não, jogou bem apesar da dificuldade, tomou gol de um volante meia boca e passou os 20 minutos finais jogando por uma bola pra trazer um empate de BH.

AQUISIÇÃO: CAMISA DO ARTILHEIRO!
   Passaram-se 13 rodadas e vimos um Atlético completamente diferente daquele Atlético do começo do campeonato. Agora temos equilíbrio entre ataque e defesa, organização tática e jogadas de desafogo. Diante de tudo isso os valores individuais começaram a aparecer e o processo desencadeou a grande campanha que temos feito até então. Mas a que se deve esta campanha do Atlético?

   O Atlético passou a sufocar os adversários dentro de casa chutando 10, 15 vezes na meta adversária, isso tudo sem se importar se do outro lado era Bahia ou Botafogo. A pegada vem sendo a mesma e o respeito em atacar até o ultimo minuto vem sendo mantido independente do adversário.

   Fora de casa marca-se muito e no descuido do adversário mata-se jogos, isso tudo respeitando e encarando de frente qualquer um.

   Mas então porque não conseguimos manter a invencibilidade contra o Cruzeiro? Primeiro, porque obviamente o elenco milionário do Cruzeiro é muito forte e segundo porque jogamos para EMPATAR e quem joga pra empatar PERDE. Em nenhum outro jogo dentre os 13 atuamos com medo, nem mesmo contra o campeão da Libertadores no Horto ou contra o então líder, Botafogo de Seedorf. Contra o Cruzeiro foi diferente: jogamos pra empatar e perdemos.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

PRIORIDADES E PÉS NO CHÃO!

Quem me conhece sabe que trato futebol de maneira bastante racional, mesmo quando falo do Atlético. Por se tratar de um time médio no cenário nacional, muitas situações devem ser analisadas de outra maneira. O que para o pessoal do eixo é simples e fácil, pra nós é mais complicado e sofrido. E ser Atleticano é bom justamente por isso: Cada gol, cada lance, cada título tem um gosto especial e diferente.

Nosso começo de ano foi muito conturbado com a questão da super pré temporada. Concordei com uma preparação maior, mas achei que poderíamos ter jogado as partidas em casa para que a boleirada adquirisse ritmo de jogo. Não foi feito e pagamos o preço nas primeiras rodadas do nacional. O futebol era ofensivo, mas tomávamos gols em lances bobos de pura falta de ritmo.

No lado verde da cidade tudo foi feito de maneira diferente. O elenco principal voltou de férias e com 3 ou 4 rodadas já atuava. O resultado todos já sabem: tetracampeonato que tanto saborearam e inicio surpreendente no nacional.

Os meses se passaram e o Atlético, após troca de treinador, começou a jogar bola. Cada atleta em sua posição e o mais importante, tesão em jogar com nossa camisa. O resultado da pré temporada? Um time que corre os 90 minutos atropelando adversários fisicamente e com pouquíssimos atletas no DM.

Do outro lado cidade perde-se um atleta por jogo. O craque do time de idade avançada sofre as consequências da maratona de jogos. A baita campanha nos primeiros 25% de campeonato já vai tomando ares de queda livre na tabela. Será que valeu a pena jogar desde meados de Janeiro e agora ter 13 atletas no DM? E tem diretor que tem a cara de pau de vir a publico falar que ficar com 13 atletas no DM faz parte do projeto. Risível né? Cada um com suas prioridades.
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