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quarta-feira, 26 de março de 2014

90 ANOS EM 26!

   Tenho certeza que você já falou a seguinte frase: Não posso, tem jogo do Furacão! Eu falo praticamente duas vezes por semana. Aprendi observando meu pai, sempre pensando e marcando compromissos de acordo com as tabelas de jogos do Atlético. E tenho certeza que ele aprendeu com meu saudoso vô, atleticano nascido também em 1924, e que fora um atleticano otimista até seus ultimos dias. Quis o destino que ele se fosse em meados de 2001 sem ver o Trétis campeão nacional, mas jamais me esquecerei do dia que, já na UTI, meu velho avô abriu os olhos, olhou para meu pai e perguntou: "Como foi? Ganhamos
hoje?" 

   Meu avô paterno que se casou com uma atleticana fanática, dos tempos em que senhoras ainda eram mal vistas quando frequentavam estádios, ainda mais quando arremessavam sombrinhas no campo de jogo em momentos de revolta. Essa história do arremesso de sombrinhas que inclusive escutei diretamente da boca da minha saudosa vó mais de uma dezena de vezes. 

   Só isso? Não. Por parte de mãe, meu vô Norival, carinhosamente apelidado de vô "Tijolo em função da força do seu chute quando jovem. E ele disparava seus chutes no time infantil/junior do Furacão de 49. Não chegou a atuar profissionalmente, mas contaminou minha vó com a paixão que tinha por acompanhar o Atlético no seu radinho de pilha. E de tanta paixão, minha vó continua contaminada até hoje. Mesmo sem entender muito de futebol, a octogenária senhorinha não tem duvidas em me perguntar toda vez que me vê: "Será que ganhamos amanhã?"

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

PAIXÃO RUBRO NEGRA! (por @HenStockler)

   Poucas torcidas são como a torcida do Trétis! 

   Só quem já foi à Arena sabe do que estou falando. O amor gigante que existe entre a torcida e o clube se deve, na minha opinião, ao passado lutador e cheio de dificuldades que possuímos. Passado este, que hoje é lembrado com orgulho e que serve sempre de exemplo de superação para tantos outros, pois se o Trétis tem um passado de dificuldades e hoje é uma realidade de organização e patrimônio, porque outros que se encontram em momento complicado não podem tomar o mesmo rumo.

   A transição deste passado, para o presente e o que vislumbramos para o futuro, faz com que Atleticanos de todas as idades amem o vermelho e preto cada dia mais. Tudo que conquistamos ao longo do tempo nos orgulha. 

   Depois de muito jogar no sombrio Pinheirão, no deteriorado Tremendão e até mesmo em alguns dos campos de várzea do Paraná Clube, hoje temos nossa casa. E que casa. O valor que damos ao nosso estádio e a tudo que temos hoje, tem profunda ligação com o fato de termos muito tempo utilizado estes "estádios". 
 

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

ISSO É SENTIMENTO ATLETICANO! (texto de @KikeCardoso)

   Esse último texto que escrevi (Atleticano Desde Criancinha - Parte I) fez com que alguns leitores trouxessem histórias, experiências e lembranças do nosso querido Trétis. O fato é que uma dessas lembranças foi descrita nos comentários do texto linkado acima e na minha opinião ficou simplesmente sensacional. Decidi então pedir permissão para o Kike Cardoso (@KikeCaroso), para que eu pudesse  reproduzi-lo aqui antes mesmo da "Parte II" da minha coluna.
  
    Isso é sentimento Atleticano. Só sente isso quem é Atleticano de verdade!


 "Não vai ganhar né pai?" perguntei ainda quando estava 0x4, e o pai "Hoje não...".

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

ATLETICANO DESDE CRIANCINHA! Parte I - (por @HenStockler)

   Só um Atleticano sabe o que é ser Atleticano.

   Agradeço sempre ao meu pai por me levar pra ver o Trétis desde que eu tinha 2 anos de idade. As histórias de pérolas protagonizadas por mim no abandonado Pinheirão, são sempre lembradas por ele.
  
   Claro que muitos dos que irão ler esse texto, viveram bem mais do Atlético que eu. Eu queria ter estado lá no gol  contra do Berg. Queria ter visto os 4 gols em 15 minutos do Ziquita. Queria ter visto se os chapeis suicidas de Alfredo Gotardi eram mesmo suicidas. Queria ter visto Sicupa, o craque da 8. Queria ter estado em vários jogos que só conheço pela história e pelo que meu pai conta, por ter estado lá.

   Mas algumas coisas vivenciei. Lembro da felicidade da subida pra série A em 95. Da derrota para o Goiás no 1° jogo na série A em 96. Pra mim era tudo novidade. Novidade que virou empolgação depois da linda campanha na velha baixada com jogos memoráveis. Cito 3 que me marcaram. Atletiba, com vitória no gol de Oseas e subida no alambrado, dois a zero sobre o badalado Palmeiras da época num domingo chuvoso e a inesquecível derrota para o Criciuma. Toda torcida comemorando a queda do Fluminense numa tarde de sol com chuva. Teve também a vitória sobre o Guarani num jogo de meio de semana com direito a helicóptero pousando no meio do gramado pra levar Nowac (já falecido) e Piekarski ao aeroporto, pois serviriam a seleção Polonesa de futebol.

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