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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

VAMOS SALVAR O FUTEBOL?

   Comemorei feito criança o gol da virada sobre a Portuguesa no Canindé e a virada épica sobre o Galo em pleno Horto. Era o início da pavimentação de um caminho inesperado para uma Libertadores. Quando me dei conta, tínhamos sim chances reais de classificação e podíamos sim sonhar com a vaga. Daí por diante cada jogo fazia o coração explodir de emoção e a cada gol uma mistura de felicidade e alívio. Como comemorei as vitórias épicas fora de casa, a virada sobre o Flamengo, a aula de bola sobre o Botafogo na Vila, os jogos difíceis com gols no finalzinho, a vitória no Atletiba, a sapecada no São Paulo... e hoje?

   Hoje me desloquei com 3 amigos até Joinville. Ultimo jogo do ano e a coroação da vaga que tanto ansiamos no decorrer de todos esses jogos. Jogamos longe de Curitiba cumprindo punição protagonizada pela torcida organizada do clube. Mas ok, fui mesmo assim. Eu não podia deixar de sentir aquele tesão de comemorar um gol do Atlético, ainda mais hoje selando a classificação ao torneio mais importante do continente.

   O jogo começou e o 1° gol foi comemorado com a alegria de sempre. Tarde bonita, Atlético bem, estádio meio cheio apesar da distância. Receita perfeita pra minha realização e de outros milhares de Atleticanos de bem que ali estavam. De repente tudo mudou... A tarde foi ficando cinza e sem graça, os protagonistas da festa haviam virado coadjuvantes de bestas humanas que agora protagonizavam cenas enojantes, amontoando-se umas sobre as outras nas arquibancadas como animais irracionais. De longe percebia-se o desespero dos atletas ao tentar fazer com que os selvagens cessassem o ataque abominável. Me lembrou muito aquelas cenas em que leões atacam filhotes indefesos de zebras sem que estes tenham chance de sobreviver. Eram 7 ou 8 atacando covardemente outro demente, que se tivesse oportunidade faria o mesmo com seus algozes.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

A SOLUÇÃO DA VIOLÊNCIA NA PONTA DOS DEDOS!

   Vamos nos aproximando do final do campeonato e temos reais chances de irmos a Libertadores da América em 2014. Vamos trilhando o caminho dentro do G4 com uma campanha surpreendente e que ironicamente não apresenta disputa com times do eixo, a exceção do Botafogo. Consequentemente, tirando um ou outro erro pontual e normal, não temos enfrentado problemas com arbitragens tendenciosas. Maravilha. E o que pode nos atrapalhar então, já que temos um bom time de futebol, uma boa campanha e não vamos enfrentando o "apito amigo"? Nossa torcida!

   Falar em "torcida" neste caso é bastante imprudente e descabido. Torcida somos eu e você que vamos ao estádio para TORCER. O nosso limitador deste ano pode-se chamar seguramente de BANDIDOS.

   Sem precisar descrever os fatos passados vou ao ponto principal da discussão onde o Atlético JÁ perdeu 3 mandos de campo e ainda pode ter essa conta aumentada. Mas porque o clube não toma providência nenhuma?

"... mas o clube já suspendeu estes sócios...". Pare! Não resolve. Empresta o smart card de um amigo e vai ao jogo brigar de novo.

"...Mas eles estavam defendendo A, ou B..." ou "...Não sei quem havia roubado materiais da torcida A ou B..." ou ainda "...são dissidentes de A que estão agora em B...". Sinceramente, absolutamente nada disso me importa. Resolvam-se como quiserem, mas jamais dentro do estádio.

"...Deveriam proibir o empréstimo de smart card..." Balela. Privar 20 mil e a possibilidade de bons públicos por culpa de 50?

"...Deveriam proibir as organizadas..." Não é a solução. Tudo que é proibido se organiza e se torna pior. Proibir organizada não resolve os problemas. Serão as mesmas pessoas, mas sem os materiais que os identifica.

Todas as soluções radicais apresentadas não funcionam. Proibições de organizadas, cerveja, empréstimos de smarts, tudo isso é o mesmo que sacrificar o cachorro que tem pulgas em vez de comprar um shampoo que livre o animal dos parasitas. Alguém faria isso? Então porque ser radicalmente burro quando o assunto é futebol?

A solução é mais simples do que se pensa. São 4 os passos que tornariam o estádio mais seguro, afastaria bandidos, traria mais famílias para os jogos, serviria de exemplo para o país, nos livraria da perda de mandos de jogo e aos poucos solucionaria o problema da violência:

terça-feira, 20 de setembro de 2011

BÁRBAROS E BARBARIDADES!

- Bárbaros:


Arena está virando palco de Batalhas!
   Domingão, dia de jogo do Trétis, dia de almoço em família e dia também de ir ao jogo do Furacão na Arena. Após almoçar e dar aquela relaxada no sofá, parti rumo à querida Arena, palco de tantas alegrias que já tive nessa minha vida de Atleticano sofredor. Cheguei à casa de minha namorada, que reside à 2 quadras da Arena e por lá deixei meu carro. Rumei com ela para as dependências de estádio, a pé, como faço todo jogo do Trétis. Indo para o estádio, os tradicionais ambulantes oferecendo aquela “cerveja geladinha”, a rapaziada se amontoando pra comer um espetinho de gato e tudo mais. Chegando à esquina entre a Brigadeiro Franco e a Engenheiro Rebouças, a já famosa barreira policial. Continuamos andando e quando estávamos na metade da quadra, ouço o som de algo que parecia ser a trupe de Unos, liderados por Átila. Os cantos ecoavam odiosos, cheios de rancor e exaltação de uma “Zona”. Em nenhum momento ouvi alguma citação ao motivo maior que movimentava a maioria das pessoas que ali estavam: O Atlético Paranaense. Continuamos andando rumo às dependências da Arena e  nos dirigimos à entrada do lado da Arena Store. Enquanto andávamos, fiz breve revisão de valores, pensando que o foco desses caras só podia ser outro, já que saem lá de suas “zonas” pra vir até aqui cantando daquele jeito, com outros da mesma “zona” filmando tudo. Eu e muitos outros que olhavam meio ressabiados para aquilo tudo, estávamos ali por amor ao Atlético, com o
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