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quarta-feira, 8 de junho de 2016

E COMO FICA O ATLÉTICO?

Significado de boicotar: Punir alguém ou alguma coisa simplesmente repudiando o mesmo.

Partindo da definição mencionada, auto boicotar seria punir a si mesmo com o absurdo ato de auto repúdio. Popularmente podemos falar que significa “dar um tiro no próprio pé”.

Alguém consegue dar outra definição para o confronto entre a diretoria do Atlético e a torcida organizada? Não consigo pensar em outra definição senão AUTO BOICOTE.

Todos nós atleticanos sabemos que durante 90% da existência do clube tivemos times fracos ou medianos e que a força do Atlético sempre veio da arquibancada com uma torcida vibrante e inflamada. Quem vem frequentando a Baixada pós Copa sabe muito bem que ela não é mais Baixada e sim estádio Atlético Paranaense. Há várias e várias justificativas para a mudança do nome oficial que não vem ao caso, mas é evidente que a associação do “novo nome” com o fato de o estádio estar sempre, em média, com apenas 35% de sua capacidade preenchida, vem a cabeça dos frequentadores do melhor estádio do Brasil. Mas a estagnação de associações e o estádio parcialmente vazio são assuntos para outro texto. Voltemos ao auto boicote...

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

VAMOS SALVAR O FUTEBOL?

   Comemorei feito criança o gol da virada sobre a Portuguesa no Canindé e a virada épica sobre o Galo em pleno Horto. Era o início da pavimentação de um caminho inesperado para uma Libertadores. Quando me dei conta, tínhamos sim chances reais de classificação e podíamos sim sonhar com a vaga. Daí por diante cada jogo fazia o coração explodir de emoção e a cada gol uma mistura de felicidade e alívio. Como comemorei as vitórias épicas fora de casa, a virada sobre o Flamengo, a aula de bola sobre o Botafogo na Vila, os jogos difíceis com gols no finalzinho, a vitória no Atletiba, a sapecada no São Paulo... e hoje?

   Hoje me desloquei com 3 amigos até Joinville. Ultimo jogo do ano e a coroação da vaga que tanto ansiamos no decorrer de todos esses jogos. Jogamos longe de Curitiba cumprindo punição protagonizada pela torcida organizada do clube. Mas ok, fui mesmo assim. Eu não podia deixar de sentir aquele tesão de comemorar um gol do Atlético, ainda mais hoje selando a classificação ao torneio mais importante do continente.

   O jogo começou e o 1° gol foi comemorado com a alegria de sempre. Tarde bonita, Atlético bem, estádio meio cheio apesar da distância. Receita perfeita pra minha realização e de outros milhares de Atleticanos de bem que ali estavam. De repente tudo mudou... A tarde foi ficando cinza e sem graça, os protagonistas da festa haviam virado coadjuvantes de bestas humanas que agora protagonizavam cenas enojantes, amontoando-se umas sobre as outras nas arquibancadas como animais irracionais. De longe percebia-se o desespero dos atletas ao tentar fazer com que os selvagens cessassem o ataque abominável. Me lembrou muito aquelas cenas em que leões atacam filhotes indefesos de zebras sem que estes tenham chance de sobreviver. Eram 7 ou 8 atacando covardemente outro demente, que se tivesse oportunidade faria o mesmo com seus algozes.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

E AS NOSSAS CRIANÇAS?

   Como explicar pra uma criança que é bom torcer pro Atlético?

   Destaco essa pergunta sem nenhum tipo de intenção de criticar A, B ou C diretamente. A intenção é forçar uma reflexão que tem faltado para o clube há vários anos.

   Um pequeno Atleticano que nasceu em 2002 começou a entender o que acontecia dentro das 4 linhas em 2007. Retifiquemos as coisas que essa criança viu de lá pra cá: São 3 campanhas pra não cair, 1 queda, 1 série B e agora mais uma provável luta contra a maldita segundona. Em 7 anos apenas uma boa campanha (2010) em meio a 6 outras bizarras.

   Como fazer o “só eu sei por que eu não fico em casa” fazer sentido pra uma criança que vê o Atlético do tamanho de um Nautico da vida? Como despertar a mesma paixão que sentimos sem que os pequenos tenham a oportunidade de ver lances como os de Paulo Rink, Oseas, Lucas, Adriano, Kleber, Kelly, Alex Mineiro, Jadson, Washington, Dagoberto? Nosso torcedor fictício, hoje com 11 anos, viu quem jogar? Paulo Baier? Com todo o respeito, não chega perto de nenhum dos citados anteriormente. Nosso torcedorzinho não viu falarem do Atlético na TV por 5 meses e ele nunca vê falarem do Atlético em programas nacionais. É visível que não há como sustentar um discurso de paixão com essa motivação de hoje.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

23 DE JANEIRO!


   Ontem foi 23 de Janeiro pro Atlético. Explico: Nesta data o Atlético jogava a segunda partida da temporada 2013 contra o Nacional de Rolândia com o Sub23. Ontem, a segunda partida da temporada 2013, mas dessa vez para o time principal. Não há como esperar um time atropelando tudo e todos num “inicio de temporada” e é isso que o Atlético tem nos apresentado.

   Ontem, além do fator “inicio de temporada”, tivemos um adversário com 11 atletas atrás do meio campo. Some-se a isso a pressão velada de que se tomarmos um gol os chatos/consumidores/exigentes do barranco caem moendo o time. Na primeira etapa, apesar da falta de grandes lances de arremate, o Atlético trabalhou bem a bola dentro de um campo de ataque completamente povoado. Penso que faltou um pouco mais de vontade de um ou outro jogador, mas na conta final penso que o time foi razoável diante dos fatores já citados.

PAULO BAIER
   
   O infindável Paulo Baier mostrou seu cartão de visitas em 2013. Saiu do banco e penso que não pegou na bola mais do que 10 ou 12 vezes. Como resultado 1 gol e 1 assistência. Finalmente aprenderam a usar a técnica e experiência do veterano com inteligência.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

BÁRBAROS E BARBARIDADES!

- Bárbaros:


Arena está virando palco de Batalhas!
   Domingão, dia de jogo do Trétis, dia de almoço em família e dia também de ir ao jogo do Furacão na Arena. Após almoçar e dar aquela relaxada no sofá, parti rumo à querida Arena, palco de tantas alegrias que já tive nessa minha vida de Atleticano sofredor. Cheguei à casa de minha namorada, que reside à 2 quadras da Arena e por lá deixei meu carro. Rumei com ela para as dependências de estádio, a pé, como faço todo jogo do Trétis. Indo para o estádio, os tradicionais ambulantes oferecendo aquela “cerveja geladinha”, a rapaziada se amontoando pra comer um espetinho de gato e tudo mais. Chegando à esquina entre a Brigadeiro Franco e a Engenheiro Rebouças, a já famosa barreira policial. Continuamos andando e quando estávamos na metade da quadra, ouço o som de algo que parecia ser a trupe de Unos, liderados por Átila. Os cantos ecoavam odiosos, cheios de rancor e exaltação de uma “Zona”. Em nenhum momento ouvi alguma citação ao motivo maior que movimentava a maioria das pessoas que ali estavam: O Atlético Paranaense. Continuamos andando rumo às dependências da Arena e  nos dirigimos à entrada do lado da Arena Store. Enquanto andávamos, fiz breve revisão de valores, pensando que o foco desses caras só podia ser outro, já que saem lá de suas “zonas” pra vir até aqui cantando daquele jeito, com outros da mesma “zona” filmando tudo. Eu e muitos outros que olhavam meio ressabiados para aquilo tudo, estávamos ali por amor ao Atlético, com o

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

ARROZ COM FEIJÃO, TAMBÉM É BOM!


“No futebol sequência é muito importante. Não querendo falar dos outros trabalhos, o Renato nos passa uma confiança que não dá nem pra explicar. Ele sempre diz 'vocês podem, tem que tentar, não se importem se errar'. Não é só aquela história de que o outro time é que é bom. Não, ele diz que a gente também é bom e tem que buscar a vitória”

   São com essas palavras que Cleber Santana explicou o porque do Atlético finalmente estar entrando no campeonato brasileiro de 2011. Na verdade, Cleber Santana não falou nada fora do comum, nem muito menos, Renato Gaúcho é genial. O que de fato ocorre, é que Renato Gaúcho, vem fazendo o feijão com arroz durante os jogos do Atlético. Se estamos dando show ou não, daí o papo é outro, mas sinceramente, de que adianta dar show e não vencer? Prefiro jogar na raça e sair vitorioso das partidas. Se as coisas continuarem sendo conduzidas desta forma por Renato, em pouco tempo o time estará credenciado a incluir alguns outros acompanhamentos nesta dieta de arroz e feijão. Porque não um bifinho com fritas?

   Renato Gaúcho vem começando a fazer bom trabalho aqui no Atlético justamente porque faz quase tudo diferente do que consta no “Manual do Insucesso Para Técnicos de Futebol”, elaborado por este que vos escreve e seguido pelos 5 gênios que treinaram o rubro negro, este ano. Escalações vêm

sexta-feira, 1 de abril de 2011

ARENA CINZA, ARENA RANZINZA!

   Uma vez parei pra pensar quantas vezes eu já havia ido a Arena da Baixada. Nem perdi muito tempo pensando, porque já foram tantos jogos assistidos dentro do melhor estádio do Brasil, que é praticamente impossível contabilizar. O que sei é que com certeza tive muito mais alegrias do que tristezas, assim como a grande maioria dos que lêem esse texto agora.

   No primeiro jogo da Arena, uma vitória épica com um golaço do querido Vanin, jogador que não sei de onde veio e muito menos sei pra onde foi. O fato é que a primeira vitória já foi sofrida e emocionante. Desde então grandes jogos aconteceram naquele gramado. São tantos grandes jogos que só listando-os, o texto ficaria gigante.

   Em 1996, naquela eliminação na velha Baixada frente ao Galo, vi meu pai chorar pela primeira vez. Confesso que fiquei muito surpreso ao ver aquela cena. Na hora não entendi bem, porquê um jogo faria meu pai chorar baixinho enquanto saia da arquibancada com a mão em meu ombro. Anos depois, quando via o Trétis pisar no gramado da Arena, o hino tocar, a torcida levantar e aquele clima de tesão que envolvia a baixada começar, confesso que a garganta dava aquela travada. Era emoção o que eu sentia quando o início do jogo se aproximava. E depois do gol do Gustavão na final do Paranaense contra os Coxas? Os olhos ficaram marejados. E quando o juiz marcou pênalti em Adriano aos 40 do segundo tempo, numa final de
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