Saí
de casa animado. Seria mais um final de semana na minha vida com jogo do Trétis.
A empolgação era maior, pois agora temos “endereço fixo” até o final do ano,
local central e... só.
Cheguei
à Vila Capanema meia hora antes do velório. Sim, porque aquilo não era o meu
Atlético. Confesso que fiquei impressionado com tudo que me cercava. Nossa
torcida não entendendo o porquê da organizada ter decidido de repente que gosta
de ver jogos na reta, os goleiros aquecendo ao longe (muito longe), a reta
oposta completamente vazia e um silêncio sepulcral. Fiquei abismado com tudo
aquilo e reparei que grande maioria não se impressionava com aquele clima
bizarro. Lembrei que no ano passado quando o Atlético mandou jogos pelo Paranaense
na mesma Vila Capanema eu estava viajando e não fui a nenhum dos jogos. Era
nesse clima que a torcida acompanhava o time do Carrasco?
Confesso
que me impressionei. Logo comecei a juntar os fatos e concluí: esse estádio foi
projetado pra não fazer nenhuma pressão no gramado. Esse estádio foi projetado
pra ser ruim. Esse estádio é a materialização de um “cemitério da bola”.



