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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

EFEITO DEVACA!

JOSÉ DEVACA

   O ano era 2005. O campeonato? Libertadores da América. O furacão vinha tocando uma campanha mediana, mas mesmo assim chegava à última rodada do 1° turno precisando somente vencer em casa para ir às oitavas. O jogo era contra o Independiente Medellín. Arena lotada, torcida esperançosa pra uma nova chegada à 2° fase da Libertadores, ainda com o pênalti desperdiçado por Adriano, na cabeça. O gostinho de quero mais havia ficado. O resultado no campo? 0 a 4. Torcida incrédula com o que via. Eis que algum Atleticano se lembrou que ainda havia uma chance. Em caso de derrota do America de Cali, em casa, para o já eliminado Libertad, a vaga ficaria com o Trétis. Mas e quanto tá o jogo na Colômbia? O Libertad tá ganhando, com um gol de um tal de DEVACA. O jogo na Arena acabou, mas boa parte da torcida ficou ouvindo o jogo no radinho e torcendo para que a derrota do time colombiano se confirmasse. Apito final. O Atlético está na próxima fase da Libertadores, mesmo tendo tomado uma goleada em casa. O nome do jogador que nos deu essa chance? DEVACA. Nunca me esqueci disso. Chance como essa, molezinha assim, no futebol é raridade. Devaca nos colocou na 2° fase e isso só podia ter um propósito. Não à toa, fomos atropelando tudo e todos nas fases seguintes, chegando a final com chances reais de ir ao Mundial FIFA. O efeito Devaca advindo dos Deuses da Bola só não contava com a falta de caráter dos
dirigentes e da politicagem da bola. Não ganhamos o título(no esquema Bambi/CBF/COMENBOL), mas os Deuses da Bola já tinham escolhido o campeão, fazia tempo.

   O ano era 2012. O campeonato? Brasileiro da 2° divisão. O furacão vinha tocando uma campanha mediana, mas mesmo assim tinha chances de subir, caso fosse quase perfeito até o final do campeonato. O jogo era contra o América MG em casa. Jogo de correria e muitos erros. Aos 51 minutos o inesperado. Uma virada com um gol chorado. O chute de Elias explodiu na trave, mesmo depois do jogador ter feito a jogada perfeita. Qual é a chance de que uma bola estoure na trave, volte nas costas do goleiro e se ofereça, sedutora ao talismã da equipe? A chance é mínima, meus amigos. Paulo Baier empurrou ela pro gol e fez o povo Atleticano feliz, como a tempos não ficava. Naquele momento senti o Efeito Devaca, se fazendo presente novamente, 7 anos depois, mas não quis acreditar...

   Algumas rodadas adiante e a campanha continua cada vez melhor. Após vitória épica dentro de um Barradão lotado, o Atlético entra no G4 e tem duas partidas fáceis dentro de casa. O que acontece? Empate com o Guarani na 1° delas, com direito a gol de goleiro do Bugre. Revolta e incredulidade tomaram conta da torcida rubro negra, já que na noite do mesmo dia, o adversário direto jogaria com um dos lanternas da competição, o Ipatinga. Perderíamos nossa posição. Mas o que de fato aconteceu? O São Caetano, time que não se enroscava com ninguém nunca, empata em casa com o lanterninha. A sorte realmente havia mudado. Os Deuses da Bola pareciam estar ao nosso lado 7 anos depois. Era novamente uma espécie de Efeito Devaca.

   Sábado o Atlético foi à São Caetano botar a prova toda a campanha. Se vencesse, abriria 4 pontos do próprio São Caetano. Se perdesse veria o adversário, 2 pontos a frente. Mas amigos, os Deuses do Futebol estão ao nosso lado, 7 anos depois. Um 1° tempo impecável como não tivemos nos últimos 2 anos e 2 a 0 no placar. No 2° tempo, chegamos a tomar a tomar um gol, mas 4 minutos depois o Efeito de Vaca fez com que Marcelo Cirino, o Marcelotelli, chutasse uma bola cruzada, como se estivesse em uma pelada. A bola foi morrer no cantinho esquerdo, assoprada pelos Deuses da Bola. Números finais e a coroação pra torcida Atleticana que esteve presente no solo sagrado do Anacleto Campanela.

   Não tenho dúvidas que subiremos e fico feliz por saber que  os Deuses da Bola gostam do Trétis e nos olham de vez em quando. Aproveitando a simpatia dos Deuses com o Trétis, peço humildemente que ele nos olhem com carinho, não mais só de 7 em 7 anos. Que façamos mais partidas épica e campeonatos lendários. Diminuam o período de estiagem. Deixem que o Efeito Devaca se faça presente mais vezes, Deuses da Bola. Porque tenho certeza que vocês se alimentam daquele frisson provocado pela torcida do Trétis, quando algo impossível acontece. Só quem já esteve lá, sabe do que eu estou falando e os Deuses da Bola, sempre que podem, estão no gramado ao lado dos que vestem a camisa Rubro Negra.

SAUDAÇÕES RUBRO NEGRAS!!!

Um comentário:

  1. julian fleury rocha5 de novembro de 2012 13:30

    seus artigos são sempre arrepiantes rapazinho! abraçoo !!

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